O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, defendeu nesta terça-feira (22), em Nova York, a ampliação da cooperação internacional e o fortalecimento de políticas integradas de proteção social e segurança alimentar durante a Semana de Alto Nível da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas.
Experiência brasileira e cooperação internacional
Na sede da ONU, o ministro participou do encontro “Da eliminação da fome à sustentabilidade dessa conquista na América Latina e na Caribe”, promovido pela República Dominicana e pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Na ocasião, Dias destacou a experiência do Brasil na integração de programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, com a agricultura familiar e a alimentação escolar.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS), o Brasil mantém a prevalência de subalimentação abaixo de 2,5%, patamar utilizado pela FAO como referência para a saída do Mapa da Fome. O ministro defendeu que os resultados alcançados sejam protegidos com políticas permanentes e financiamento conjunto entre os países, ganhando escala por meio da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza.
Proteção e incentivo ao meio rural
O desenvolvimento rural integrou a agenda de debates do ministro. Na Missão Permanente da Irlanda junto às Nações Unidas, Wellington Dias participou da mesa-redonda ministerial “Investindo na Primeira Milha: Segurança Alimentar e Resiliência das Economias Rurais”. À noite, integrou o Jantar Estratégico sobre o IFAD14 para debater novas formas de financiamento voltadas a pequenos produtores, mulheres, jovens e empreendedores rurais.
Soberania nacional
Durante o evento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também discursou e reforçou a defesa da soberania dos países da América Latina e do Caribe contra influências externas.
“Na América Latina e Caribe, a proximidade geográfica com a maior potência militar do mundo é inescapável, sobretudo no contexto do recrudescimento de tentações hegemônicas. O Brasil não cabe no quintal de ninguém”, afirmou Lula.


















