O vereador Valdemir Virgino (PRD) foi solto nas primeiras horas da manhã desta terça-feira (6), após passar dois dias preso na sede da Polícia Federal em Teresina. A soltura foi determinada pela juíza Keylla Ranyere Lopes em atendimento a um pedido de habeas corpus impetrado pela defesa.
O parlamentar havia sido preso em flagrante no último sábado (3) durante uma operação da Polícia Federal que investigava suposta prática de compra de votos na capital. Segundo a corporação, Virgino foi encontrado em uma clínica pertencente à sua esposa portando mais de R$ 40 mil em espécie e uma lista de eleitores.
De acordo com o advogado de defesa Carlos Douglas, os crimes de associação criminosa e corrupção eleitoral atribuídos ao político não se sustentam tecnicamente. A defesa argumenta que o montante apreendido seria utilizado para o pagamento de militantes contratados para trabalhar na campanha eleitoral de outro candidato, visto que Virgino não disputava o pleito deste ano.
Com a concessão da liberdade provisória, o vereador responderá ao processo em liberdade, mas precisará cumprir medidas cautelares. Entre as determinações judiciais impostas pela magistrada estão a proibição de contato com os demais investigados e a restrição de se ausentar de Teresina sem autorização prévia da Justiça.
A operação da Polícia Federal resultou na detenção de 18 pessoas na véspera do pleito. Os demais investigados tiveram fiança arbitrada ou continuam a responder pelos crimes eleitorais registrados durante a ação.


















