A Justiça do Piauí decretou a prisão temporária do vereador Hélio Sousa Neto (União Brasil), do município de Balsas (MA), sob suspeita de ser o mandante do assassinato de Luís Carlos Nascimento. O crime ocorreu em 3 de outubro de 2025, em Santa Filomena (PI), e teria sido motivado por vingança. O parlamentar, conhecido como Hélio Tiví, é considerado foragido pela Delegacia Regional de Gilbués.
Investigação e motivação
As investigações conduzidas pela Polícia Civil apontam que o crime foi uma retaliação à morte do irmão do vereador, ocorrida em 2024 no Maranhão. Segundo a polícia, Luís Carlos Nascimento teria sido o autor desse homicídio anterior, motivado por uma dívida.
O diretor de Polícia do Interior, delegado Célio Benício, explicou que o rastreamento de uma picape Strada vermelha utilizada na execução foi fundamental para identificar o suspeito. O veículo havia sido locado em nome do parlamentar.
O Luís Carlos tinha se mudado há cerca de oito meses para Santa Filomena quando foi executado. Identificamos que o veículo usado pelos suspeitos era alugado e o contrato estava no nome do vereador Hélio Sousa Neto. Já sabíamos da ligação dele com a vítima devido ao crime praticado em 2024.
Delegado Célio Benício, diretor de Policiamento do Interior da Polícia Civil do Piauí
Detalhes do crime
Luís Carlos foi morto em sua residência por diversos indivíduos que chegaram ao local no veículo identificado. A vítima foi atingida por pelo menos oito disparos e morreu no local. A polícia informou que novos mandados de prisão podem ser expedidos, pois não descarta a participação de outros envolvidos na logística do crime.
Defesa nega acusações
Em nota oficial, Hélio Sousa Neto declarou ser inocente e afirmou que tomou conhecimento do mandado de prisão por meio das redes sociais. O vereador disse confiar na Justiça e se colocou à disposição para prestar esclarecimentos durante o processo.
- Suspeito: Hélio Sousa Neto, vereador de Balsas (MA).
- Vítima: Luís Carlos Nascimento.
- Local do crime: Santa Filomena, Sul do Piauí.
- Status judicial: Mandado de prisão temporária expedido; parlamentar foragido.


















