O número de mortos no Irã subiu para 555 nesta segunda-feira (2), após o terceiro dia consecutivo de operações militares conduzidas pelos Estados Unidos e Israel. O governo iraniano declarou que não pretende iniciar negociações diplomáticas com Washington, enquanto novas explosões foram registradas em Teerã e a Guarda Revolucionária lançou uma nova ofensiva contra o território israelense.
Baixas e operações militares
O exército norte-americano confirmou a morte de um quarto militar que havia sido gravemente ferido nos ataques iniciais promovidos pelo Irã. No total, a operação resultou em quatro mortes confirmadas e outros quatro soldados em estado grave. Simultaneamente, as Forças de Defesa de Israel afirmaram ter eliminado o chefe do quartel-general de inteligência do Hezbollah em Beirute, no Líbano.
A tensão se expandiu para outros pontos estratégicos no Oriente Médio. No Catar, drones iranianos atingiram uma usina elétrica em Mesaieed e uma instalação de gás natural em Ras Laffan. De acordo com o Ministério da Defesa do Catar, não houve registro de vítimas nessas ações específicas.
Instabilidade regional e medidas de segurança
O governo do Líbano anunciou a proibição imediata de todas as atividades militares do movimento pró-iraniano Hezbollah. O primeiro-ministro libanês exigiu que o grupo entregue suas armas ao Estado e limite sua atuação à esfera política, após o lançamento de foguetes contra Israel ter provocado retaliações imediatas.
No Chipre, o Reino Unido evacuou a base militar da RAF Akrotiri e o aeroporto de Pafos após a detecção de drones e objetos suspeitos no radar. O incidente ocorre horas depois de um drone iraniano do tipo Shahed ter atingido uma instalação britânica na região. Em outro desdobramento, o comando militar dos EUA relatou que três jatos F-15 foram abatidos por engano pelas forças do Kuwait no domingo (1º), em um caso de fogo amigo.
Reação internacional
O assessor especial da Presidência do Brasil, Celso Amorim, manifestou preocupação com o risco de um conflito generalizado na região e condenou a escalada de violência.
“Ninguém é juiz do mundo. Matar um líder de um país, que está em exercício, é condenável e inaceitável. Devemos nos preparar para o pior”, afirmou o embaixador.
Celso Amorim, assessor especial da Presidência, em entrevista à GloboNews
Fonte: https://g1.globo.com/mundo/ao-vivo/eua-ataque-ira.ghtml






