O senador e presidente nacional do Progressistas, Ciro Nogueira (PI), afirmou nesta segunda-feira (16) que renunciará ao mandato caso sejam comprovados vínculos ilícitos entre ele e o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. A declaração ocorre após a prisão de Vorcaro, decretada na última semana pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Defesa e posicionamento
Ao abordar as investigações, o parlamentar buscou distanciar sua atuação política de relações pessoais ou institucionais com empresários. Segundo Nogueira, o convívio em eventos e palestras não implica cumplicidade em irregularidades.
Conheço todos os grandes empresários deste país. Sou convidado para palestras, jantares, para encontros. Agora, o CPF dele é um, o meu é outro. Se algum dia surgir alguma denúncia que seja comprovada, eu renuncio ao meu mandato.Ciro Nogueira
Histórico de declarações
A estratégia de vincular a permanência no cargo à ausência de condenações não é inédita na trajetória política de Nogueira. O senador recorreu a promessas similares em momentos críticos anteriores:
- 2014: Durante a Operação Lava Jato, comprometeu-se a deixar o cargo caso fossem provados vínculos com o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa.
- 2015-2018: Diante de denúncias da Procuradoria-Geral da República (PGR) baseadas em delações da Odebrecht, manteve a tese de inocência como condição para permanecer no posto.
Em episódios passados, o senador obteve decisões favoráveis no Judiciário, incluindo o arquivamento de inquéritos como o caso do ‘Quadrilhão do PP’. Analistas políticos observam que, ao renovar a aposta na renúncia, Nogueira busca transmitir segurança à sua base eleitoral e ao mercado financeiro, enquanto pavimenta sua candidatura para um terceiro mandato consecutivo no Senado Federal.



















