Pelo menos quatro mangueiras de grande porte no Parque Potycabana, em Teresina, apresentam sinais avançados de deterioração devido a uma infecção fúngica, colocando em risco a segurança dos frequentadores. A situação, identificada inicialmente em avaliações técnicas desde 2017, aponta para a necessidade de remoção das árvores comprometidas.
Causas e sintomas da doença
Especialistas da Embrapa identificaram que o problema é causado por um fungo transmitido pelo besouro Hypocryphalus mangiferae. O inseto perfura a casca da árvore para se reproduzir, permitindo a entrada do fungo no sistema vascular da planta.
“Chegando ao interior da planta, o fungo coloniza os vasos e destrói a capacidade de conduzir a seiva. Com isso, a planta começa a ter dificuldade de levar água para as folhas e passa a secar como forma de proteção”, afirmou o fitopatologista Cândido Athayde.
Segundo o entomologista Paulo Henrique, a doença pode levar à morte da árvore em menos de um mês, especialmente em períodos de estiagem. O estágio atual observado no parque é considerado irreversível.
Histórico e medidas de controle
Um laudo técnico emitido pela Embrapa em 2017 já havia alertado a administração do parque e a Secretaria do Meio Ambiente sobre a presença da praga. Além da remoção das árvores mortas, pesquisadores recomendam práticas de controle para evitar a disseminação:
- Poda sanitária: Remoção e descarte adequado (queima ou enterro) de galhos afetados em estágios iniciais.
- Armadilhas: Uso de recipientes com álcool etílico para atrair e capturar o besouro vetor.
A direção do Parque Potycabana informou que adotará medidas para a retirada das árvores em estado crítico e planeja o replantio de novas espécies no local.


















