As forças armadas dos Estados Unidos iniciaram nesta segunda-feira (13) um bloqueio marítimo contra navios que operam em portos iranianos, incluindo a rota estratégica do Estreito de Ormuz. A operação, ordenada pelo presidente Donald Trump, conta com a mobilização de pelo menos 15 embarcações, entre elas um porta-aviões e 11 destróieres, conforme informou um oficial americano.
Operações e posicionamento
Segundo dados do Comando Central dos EUA, o bloqueio será aplicado de forma imparcial a embarcações de todas as nacionalidades que trafeguem em direção ou partindo de áreas costeiras e portos do Irã, abrangendo tanto o Golfo Pérsico quanto o Golfo de Omã. O comando ressaltou que a medida não pretende restringir a liberdade de navegação de navios que não tenham o Irã como destino ou origem.
A distribuição exata das embarcações permanece estratégica, com unidades dispersas pela área de operações. O porta-aviões USS Gerald R. Ford, atualmente posicionado no Mediterrâneo Oriental, precisaria realizar deslocamentos logísticos pelo Canal de Suez ou contornar a África para atuar diretamente na região de Ormuz.
Reações e tensões
O presidente Donald Trump utilizou as redes sociais para alertar que embarcações iranianas que se aproximarem da zona de bloqueio serão alvo de intervenção militar. Em resposta, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, questionou as possíveis consequências econômicas da medida para os consumidores americanos:
Aproveite o preço atual da gasolina. Com o que está sendo chamado de “bloqueio”, você logo sentirá falta da gasolina a US$ 4 ou US$ 5.Mohammad Bagher Ghalibaf
A medida ocorre em um contexto de pressão sobre o regime iraniano durante o período de cessar-fogo e levanta preocupações no mercado internacional sobre a volatilidade dos preços do petróleo.




















