Motoristas por aplicativo em Teresina denunciam a proliferação de perfis falsos e a prática de aluguel de contas nas plataformas de mobilidade urbana. Relatos indicam que usuários chegam a pagar R$ 50 semanais pelo acesso a contas de terceiros ou desembolsam a partir de R$ 300 para adquirir cadastros fraudulentos.
Ação sindical e segurança
O Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores por Aplicativos do Piauí (SINDMAPI) informou que solicitou reuniões com a Secretaria de Segurança Pública do Piauí e com as empresas de aplicativo para debater o cenário. Segundo o diretor de Relações Institucionais da entidade, Érico da Luta, a vulnerabilidade dos sistemas tem facilitado a infiltração de indivíduos com antecedentes criminais.
As plataformas estão vulneráveis a elementos da criminalidade conseguindo atuar dentro do sistema, e o sindicato precisa combater e chamar os aplicativos para essa discussão, porque isso nos remete a um prejuízo na credibilidade do trabalhador, na segurança do próprio profissional e dos passageiros.
Érico da Luta, diretor do SINDMAPI
Envolvimento com o tráfico e crimes
O alerta ocorre após uma série de operações policiais que identificaram o uso de veículos de aplicativo para o transporte de entorpecentes e outras atividades criminosas na capital:
- Em maio, quase uma tonelada de drogas foi apreendida em um sítio na divisa entre Caxias e Timon, no Maranhão, com uso de motoristas de app na logística de distribuição para Teresina, segundo o Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Denarc).
- Na quinta-feira (23), um motorista foi preso na zona Sudeste de Teresina com mais de 100 quilos de maconha, utilizando a ocupação como fachada para a distribuição de drogas.
- Em 12 de abril, um motorista com antecedentes criminais disparou contra um publicitário no bairro São Pedro, zona Sul da capital. O suspeito permanece foragido.
Apesar dos casos, o sindicato estima que o índice de condutores envolvidos em ilícitos represente menos de 0,1% da categoria, que conta com mais de cinco mil trabalhadores em Teresina. A entidade reforça, contudo, a necessidade de medidas de controle para evitar a desvalorização da categoria.




















