Os eleitores independentes, que representam 32% do eleitorado brasileiro, emergiram como o segmento capaz de definir o resultado da eleição presidencial. Segundo dados da pesquisa Quaest divulgada na quarta-feira (10), houve uma movimentação significativa nesse grupo, com uma migração de preferências que favoreceu o presidente Lula (PT) em detrimento do senador Flávio Bolsonaro (PL).
Cenário do segundo turno
Na simulação de segundo turno, Lula lidera a disputa com 44% das intenções de voto, contra 38% de Flávio Bolsonaro, consolidando uma vantagem que supera a margem de erro. Entre o segmento dos independentes, a diferença é ainda mais acentuada: o presidente registra 37% das preferências, enquanto o senador alcança 24%.
De acordo com o diretor da consultoria, Felipe Nunes, o comportamento desse estrato social reflete uma tendência de troca de apoio observada entre maio e junho. Entretanto, a análise aponta para um desafio de mobilização.
Segundo a Quaest, a maioria desse grupo está desanimado, apático e está se abstendo do processo eleitoral, com apenas 10% deles tendendo a votar de fato na eleição.
Perfil do eleitorado independente
O levantamento detalha a fragmentação das preferências entre os eleitores que não se identificam com os polos tradicionais de esquerda ou direita:
- Lula (PT): 28%
- Flávio Bolsonaro (PL): 14%
- Ronaldo Caiado (PSD): 6%
- Aécio Neves (PSDB): 4%
- Romeu Zema (Novo): 4%
- Renan Santos (Missão): 2%
- Augusto Cury (Avante): 2%
- Samara Martins (UP): 2%
- Joaquim Barbosa (DC): 1%
Além disso, 19% dos independentes declaram-se indecisos, enquanto 18% afirmam que pretendem votar em branco, nulo ou que não comparecerão às urnas.
Metodologia
A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 8 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está sob o número BR-07661/2026.


















