O governo do Irã solicitou formalmente à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que condene os recentes ataques realizados pelos Estados Unidos contra instalações nucleares no país. Segundo autoridades iranianas, a ofensiva atingiu a usina de Darkhovin, em construção no sudoeste iraniano, e diversos locais na cidade portuária de Bushehr.
Operação militar dos EUA
O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) confirmou a realização da nona noite consecutiva de ataques contra o território iraniano. De acordo com os militares norte-americanos, a operação visa reduzir a capacidade de Teerã de ameaçar a navegação comercial no Estreito de Ormuz. Os alvos incluíram:
- Centros de comando e redes de comunicação;
- Sistemas de defesa aérea;
- Locais de lançamento de drones e mísseis.
Contexto da escalada
A ofensiva ocorre em meio a uma crescente tensão após a confirmação da morte de três militares dos EUA em incidentes distintos na região: dois em uma base na Jordânia e um no norte do Iraque. O presidente Donald Trump lamentou as baixas, classificando as perdas como um sacrifício em serviço ao país.
O Irã não permitirá que o Estreito de Ormuz seja utilizado por inimigos para ameaçar a segurança nacional.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou nesta segunda-feira que o país está enfrentando uma “guerra em grande escala” contra os Estados Unidos. Apesar do cenário de conflito, fontes diplomáticas ouvidas pela agência Reuters indicam que mediadores buscam estabelecer um cessar-fogo de 10 dias. O objetivo da trégua seria viabilizar a reativação do acordo de paz firmado entre as duas nações no mês passado.






