Felipe Cauã, de 24 anos, foi preso na tarde de terça-feira (13), em Marabá, no Pará, após passar três meses foragido da polícia do Piauí. Ele é apontado como autor de uma sequência de roubos na Zona Leste de Teresina, com registros em vias como as avenidas Senador Cândido Ferraz e Nossa Senhora de Fátima. A prisão ocorreu mediante cumprimento de mandado judicial, além de autuação em flagrante por porte de munição e drogas.
Segundo o delegado Walter Cunha, titular da 6ª Seccional de Teresina, o investigado responde a dois inquéritos policiais, cada um referente a três assaltos cometidos em maio e entre os meses de julho e agosto.
Investigação e fuga
As apurações avançaram após a Secretaria de Segurança Pública do Piauí divulgar imagens de três roubos atribuídos ao suspeito e solicitar apoio da população. No fim de agosto, uma denúncia indicou um possível paradeiro do foragido na Zona Sudeste da capital.
Equipes policiais cruzaram os dados com informações de inteligência, rastreando rotas de fuga e a localização de eletrônicos subtraídos das vítimas. No local, os agentes apreenderam a motocicleta supostamente utilizada nos crimes, além de vestimentas que auxiliaram na identificação formal pelas vítimas.
De acordo com a polícia, o suspeito deixou o endereço monitorado um dia após a diligência inicial. A partir de então, o setor de inteligência da segurança pública piauiense acionou o Núcleo de Inteligência da 10ª Superintendência Regional do Sudeste do Pará, viabilizando a captura.
Antecedentes e desdobramentos
A polícia informou que o investigado não possuía registros criminais por roubo antes de maio, respondendo apenas por um processo de receptação. A partir daquele período, passou a cometer delitos de forma reiterada na capital piauiense.
“É uma pessoa jovem de apenas 24 anos, com certeza tem envolvimento com facção, mas não chegamos a qual facção que ele tem envolvimento, e ele demonstrou a reiteração no crime quando foi preso em flagrante lá com munição e droga.”
Delegado Walter Cunha
A transferência do suspeito para o Piauí segue em análise pela Justiça. Como ele também responderá por crimes cometidos em solo paraense, existe a possibilidade de permanência no Pará para responder aos atos processuais por videoconferência.






















