Apoiadores jovens de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) intensificam as mobilizações em todo o país para o segundo turno da eleição presidencial, com o objetivo de atrair novos eleitores, convencer indecisos e reduzir a abstenção nesta reta final da disputa.
As estratégias incluem desde atos públicos de massa até campanhas direcionadas em redes sociais, grupos de mensagens e abordagens presenciais em universidades e paradas de transporte público.
Engajamento na reta final
Em Brasília, apoiadores organizaram um ato que reuniu cerca de 60 mil pessoas no dia 13 de outubro. Do outro lado, grupos estudantis de oposição promovem adesivaços e manifestações em frente a instituições de ensino.
Para a cientista política Marcela Machado, a etapa final do pleito desperta maior necessidade de posicionamento entre o eleitorado jovem.
Na etapa final o eleitor sente necessidade de se posicionar e o efeito manada pode influenciar
Marcela Machado
A especialista aponta ainda que a juventude atua como um filtro e atalho cognitivo dentro de seus círculos sociais.
Estratégias adotadas pelos jovens
- Criação de canais de mensagens diários com materiais de campanha;
- Abertura de perfis em redes sociais antes privados para debate político;
- Montagem de banquinhas físicas para diálogo direto com eleitores;
- Iniciação de debates sobre propostas no ambiente escolar.
Perfil do eleitorado jovem
Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que 14,9 milhões de jovens entre 16 e 24 anos votaram no primeiro turno de 2026, representando uma redução em comparação aos 16,9 milhões registrados no mesmo período de 2022.
No Brasil, o voto é facultativo para jovens de 16 e 17 anos, faixa na qual 1,4 milhão de adolescentes exerceram o direito no primeiro turno deste ano.






















