O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), iniciou articulações para garantir sua reeleição ao comando da Casa em 2027, independentemente do resultado das eleições presidenciais entre o atual governo de Luiz Inácio Lula da Silva ou uma eventual gestão de Flávio Bolsonaro. A movimentação ocorre após o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, anunciar a pré-candidatura de Rogério Marinho (PL-RN) ao cargo.
Estratégia e divisão de votos
Com a bancada do PL ampliada para 29 cadeiras após o pleito de 2026, a principal estratégia de Alcolumbre consiste em fragmentar o apoio dentro da própria legenda adversária. Aliados do atual presidente do Senado calculam que ele já conta com uma base consolidada de 44 a 49 votos, contando com o apoio formal de lideranças do MDB e do PSD, anunciado pelos senadores Eduardo Braga (MDB-AM) e Otto Alencar (PSD-BA).
Como primeiro gesto para atrair parlamentares do PL, Alcolumbre articula a indicação do senador Eduardo Gomes (PL-TO), vice-presidente do Senado, para a relatoria do Orçamento de 2027. A medida busca sinalizar diálogo com a nova bancada liberal, rompendo um acordo prévio que destinaria a função a um representante do MDB.
Negociações de gabinetes e cargos
Nos bastidores, Alcolumbre tem conduzido reuniões diárias com parlamentares recém-eleitos e veteranos para negociar a distribuição de gabinetes estratégicos e cargos na Mesa Diretora. O foco das tratativas inclui a acomodação de aliados e até mesmo de adversários políticos, como a senadora eleita Rayssa Furlan (PSD-AP).
Articulação com o STF e o TCU
As negociações também envolvem xadrez político em torno de indicações para tribunais superiores. Alcolumbre mantém o plano de articular a indicação do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). A manobra resultaria na abertura de uma cadeira no Tribunal de Contas da União (TCU), instrumento que pode ser utilizado nas negociações de apoio político para a Mesa Diretora.






















