Seis pessoas foram presas na manhã desta quarta-feira (28) em Parnaíba, no litoral do Piauí, durante a Operação Cripto-Quimera, que investiga um esquema de fraudes eletrônicas envolvendo falsos investimentos em criptomoedas. De acordo com a Polícia Civil, o grupo causou um prejuízo estimado em R$ 2 milhões às vítimas, sendo cerca de R$ 500 mil perdidos por uma única pessoa no estado de Goiás.
A investigação é conduzida pela Polícia Civil de Goiás e mobilizou equipes em múltiplos estados, incluindo São Paulo. No total, foram expedidos 33 mandados judiciais, resultando no cumprimento de nove mandados de busca e apreensão e seis de prisão preventiva em Parnaíba.
Modus operandi do esquema
Segundo o delegado Matheus Zanatta, superintendente de Operações Integradas da Secretaria da Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), os suspeitos invadiam contas de redes sociais de pessoas próximas às vítimas para divulgar falsas oportunidades de investimento com promessas de retornos financeiros elevados em curto prazo.
Os criminosos se apresentavam como assessores de investimento e orientavam as vítimas a instalarem um aplicativo sob o pretexto de facilitar as aplicações. Com acesso remoto aos dispositivos, os suspeitos realizavam transferências não autorizadas das contas das vítimas.
“O objeto dessa investigação é que os investigados subtraiam contas das redes sociais de pessoas ligadas às vítimas, começavam a anunciar falsos investimentos em criptomoedas com ganhos extraordinários e de forma imediata e com isso conseguiam cooptar as vítimas”,
explicou o delegado Matheus Zanatta.
Lavagem de dinheiro e desdobramentos
A investigação apontou que os valores subtraídos eram transferidos para diversas contas e, em seguida, direcionados a empresas de fachada recém-criadas. Os seis presos em Parnaíba são apontados como responsáveis pela pulverização desses recursos financeiros.
Os suspeitos responderão por associação criminosa, fraude eletrônica e lavagem de capitais. Os presos foram encaminhados à Central de Flagrantes, onde permanecem à disposição da Justiça. Durante a operação, as autoridades apreenderam aparelhos celulares e documentos para robustecer o inquérito.
A polícia informou ainda que um dos presos possuía antecedente criminal por estupro. Em um dos endereços vistoriados, foram encontrados indícios relacionados a uma investigação de tráfico de drogas conduzida no início de outubro.



















