O Piauí e o Maranhão passaram a compartilhar o Pro Mulher, sistema desenvolvido para registrar e acompanhar casos de violência contra a mulher e integrar informações entre os órgãos da rede de proteção. A ferramenta foi criada pela equipe de Tecnologia da Informação do Ministério Público do Piauí (MPPI) e cedida ao Ministério Público do Maranhão (MPMA).
O objetivo do software é estabelecer um protocolo único de atendimento para vítimas de violência doméstica e familiar. Com a integração, diferentes instituições podem compartilhar dados e monitorar os encaminhamentos, evitando que a mulher precise relatar a mesma agressão repetidas vezes ao buscar ajuda em múltiplos serviços.
Entre as instituições que podem integrar o sistema estão a Patrulha Maria da Penha, a Polícia Militar, a Guarda Municipal e a Casa da Mulher Brasileira. Segundo a promotora de Justiça Amparo Paz, a ferramenta serve como referência e contrarreferência para o acompanhamento dos casos.
“O Sistema Pro Mulher propicia que todas as instituições que aderiram a ele insiram todas as informações que aquela mulher vai disponibilizando”, explicou a promotora Amparo Paz.
A promotora destacou que a iniciativa surgiu da dificuldade anterior de monitorar se os encaminhamentos realizados pelas equipes de atendimento efetivamente se concretizavam. Agora, o sistema facilita a comunicação ágil entre os órgãos, inclusive em situações de descumprimento de medidas protetivas.
“Caso aquele agressor descumpra a medida protetiva, através do Pro Mulher, a Sejus insere essa informação e isso faz com que nós do Ministério Público possamos tomar medida de forma mais célere”, pontuou Amparo Paz.
O procurador-geral de Justiça do Maranhão, Danilo Castro, ressaltou que a parceria entre os estados ajudará a combater a revitimização e a otimizar o trabalho das promotorias especializadas.


















