O deputado estadual Márcio Canella e o delegado Marcus Amim, ex-secretário estadual de Polícia Civil, foram presos nesta quinta-feira (15) pela Polícia Federal (PF) durante a Operação Unha e Carne 8. A ação, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), visa desarticular uma organização criminosa suspeita de utilizar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro para lavagem de dinheiro.
Esquema bilionário e crimes investigados
Segundo relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), o grupo investigado movimentou R$ 7,6 bilhões ao longo de seis anos. Os suspeitos responderão por organização criminosa armada, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, venda ilegal de combustíveis e formação de cartel.
O grupo investigado conta com a participação de agentes públicos e articulação político-institucional.
Polícia Federal
Além das prisões, o STF determinou o sequestro de bens e valores, bem como a suspensão da atividade econômica de 112 empresas investigadas no esquema, em sua maioria postos de gasolina. Os mandados foram cumpridos em municípios como Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Niterói, São Gonçalo, Petrópolis, Angra dos Reis e Armação dos Búzios.
Desdobramentos e investigações
A atual fase é um desdobramento das etapas anteriores da Operação Unha e Carne, iniciadas em julho, que já haviam apontado ligações entre os investigados e esquemas de lavagem de dinheiro com anuência de políticos e possíveis relações com facções criminosas, em cumprimento a diretrizes estabelecidas no julgamento da ADPF 635 pelo STF.
A defesa de Márcio Canella informou que não vai se pronunciar até ter acesso integral aos autos da investigação. A Corregedoria da Polícia Civil acompanhou o cumprimento dos mandados direcionados aos agentes de segurança envolvidos.






















